A
importância do relaxamento nas atividades físicas
No
suplemento da revista Veja número 39 página 8, a seção
Mistérios da Cidade, apresentou uma interessante reportagem sobre
a esteira com cheirinho, denominada uma esteira ergométrica para
“explorar os sentidos” e, assim, deixar as corridas menos
monótonas, despertando o olfato: seu sistema de ventilação
exala aroma de laranja, calmante, sedativo, anti-coagulante e indicado
para dores musculares e eliminação das toxinas, apropriado
para a situação da atividade física.
Sinal dos tempos, mas não foi sempre assim. A atividade física,
desde a Grécia antiga, preconiza a relação do homem
com o desenvolvimento da saúde e bem-estar, porém, não
com a ênfase dada atualmente. Para um indivíduo ser saudável
através da atividade física é necessário
que seja assistido por um ou mais profissionais que reúnam ótimas
condições para tal, envolvendo conhecimentos nas áreas
da pedagógica, técnica, fisiológica e psicológica.
Podemos afirmar que o indivíduo alcança os seus objetivos
na atividade física quando é bem preparado em todas as
áreas; isto quer dizer que somente o gesto mecânico –
a técnica do exercício; a intensidade, exercícios
fracos, moderados e fortes; o volume, quantidade de exercícios
ou o relaxamento, realizado após os esforços, não
significam que o individuo será saudável, mas a relação
entre as diversas áreas é que fará com que alcancem
a saúde desejada. Indivíduos param ou desistem da atividade
física pois não se conscientizaram da importância,
demonstrando que não estavam psicologicamente preparados e com
objetivos em desenvolver a sua saúde. Em outras palavras, estavam
preocupados na execução dos exercícios e não
da importância deles.
Dentre as diversas áreas desenvolvidas atualmente, uma delas
a psicologia,tem crescido e vem sendo estudada e por especialistas da
área, psicólogos do exercício, massoterapeutas
e aromaterapeutas. A tendência tem sido acompanhada, mesmo que
timidamente, pelos profissionais da atividade física e também
pelos fabricantes das máquinas, como demonstra a matéria
publicada.
A psicologia do exercício preconiza o estudo científico
de pessoas e seus comportamentos em atividades físicas e a aplicação
prática desse conhecimento. Os profissionais que trabalham com
a psicologia do exercício tem em mente objetivos de entender
como a participação em exercícios afeta o desenvolvimento
psicológico, a saúde e o bem-estar de uma pessoa. Realizam
esse estudo fazendo as seguintes perguntas: Correr reduz a ansiedade
e depressão? A participação diária na prática
da atividade física melhora a auto-estima? A prática da
atividade física relaxa e é anti-estressante?
O “cheirinho” em questão utilizado nas esteiras responde
a última pergunta. Segundo estudos da psicóloga e aromaterapeuta
Samia Maluf, os aromas são importantes para buscar e revigorar
as energias.
O olfato é o menos compreendido dos nossos sentidos. Isso resulta,
em parte do fato de que o sentido do olfato é um fenômeno
subjetivo, que não pode ser estudado com facilidade nos seres
humanos, mesmo assim estudos relacionando as células olfatórias
e o sistema nervoso tem demonstrado a importância dos aromas na
atividade física. O problema reside no fato que a mesma célula
olfatória selecionadora do aroma agradável, poderá
estimular também o aroma desagradável. E a questão
é: será que os profissionais da área da atividade
física, aqueles que controlam o gesto esportivo, o volume e a
intensidade dos exercícios, estão preparados e conhecem
as células olfatórias?
Prof. William Urizzi de Lima
Professor de Educação Física
Psicólogo Clínico
Próximo artigo:
Utilização dos óleos nos exercícios de relaxamento
na água.
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